Chris Rasman e Anna Martinez Partilham os Seus Produtos Favoritos para a Neve
O inverno está a chegar; está na altura de ganhar alguma altitude e preparar o equipamento para deslizar pelas encostas ou aventurar-se fora dos caminhos habituais. E quem melhor para nos orientar do que Chris Rasman (@chrisrasman) e Anna Martinez (@anna_mrtz)? Os dois snowboarders profissionais partilharam a sua opinião sobre os seus produtos Rip Curl favoritos. Aproveitámos a oportunidade para conversar com os nossos riders sobre as novidades mais recentes e os objetivos que definiram para o próximo inverno. Anna partilha os seus objetivos de competição no Freeride World Tour, enquanto Chris espera ter um inverno a sério para poder desfrutá-lo plenamente em casa, no Canadá.

Olá, Chris. Olá, Anna! Quais são os vossos produtos Rip Curl de eleição? Digam-nos o que gostam de usar, em que condições os utilizam e de que forma estes produtos apoiam a vossa prática.
Chris Rasman - O meu equipamento de eleição sempre foi, basicamente, o casaco Anti-Series Back Country, combinado com as calças com peitilho. Este casaco é excelente para mim em praticamente todas as condições. Gosto de usar uma membrana exterior, porque aqueço facilmente, e prefiro vestir camadas adequadamente quando está frio e seco ou quente e húmido. Passo a maior parte do tempo no backcountry, e grande parte desse tempo é passada a chegar aos locais de mota de neve. Por isso, preciso de vestuário exterior resistente, respirável e com uma impermeabilidade sólida. Este conjunto cumpre todos esses requisitos, por isso não me afasto muito dele. Usei o vermelho durante todo o inverno e gosto do corte melhorado, das costuras descaídas nos ombros e dos painéis elásticos a condizer com a cor. E as calças com peitilho… adoro-as num ambiente de backcountry em que se passa de mota de neve para snowboard. Levar neve pelas costas acima não tem piada nenhuma.
Anna Martinez - Tenho uma ligeira preferência pelo design preto e zebra do casaco Anti-Series COL BL. Gosto de conjuntos relativamente discretos, mas aquele toque divertido do padrão zebra combina muito bem com o estilo da Rip Curl. Acho que este casaco fica perfeito com as calças Anti-Series Relax. Mas, para além da estética, acho estes conjuntos verdadeiramente quentes e confortáveis. No Canadá, nunca tive demasiado frio em comparação com as pessoas que me acompanhavam. Nas montanhas de Chamonix, quando estamos a grande altitude e está muito vento, sinto-me sempre bem protegida. O meu modelo favorito continua a ser o casaco Anti-Series Anorak, combinado com as calças Anti-Series Relax. Este conjunto tem muito estilo, com uma vibe mais de backcountry–freestyle, e adoro aquela cor verde. Este conjunto é ainda mais confortável, graças ao corte oversized, que continua a manter-nos muito quentes. Felizmente, tem grandes aberturas de ventilação colocadas exatamente onde são necessárias. Resumindo, as quatro palavras que melhor descrevem estes conjuntos são: confortáveis, quentes, práticos e elegantes.

De que forma a Rip Curl, os seus valores e os seus produtos estão alinhados com a vossa visão do desporto e com a vossa abordagem?
Chris Rasman - Identifico-me com a Rip Curl e com os seus valores por várias razões… É uma empresa cujo espírito e slogan de marketing são “The Search”. Para mim, é algo pelo qual sempre pautei a minha vida sem o saber. Seja na neve, no surf ou em simples atividades e aventuras ao ar livre… The Search orientou praticamente tudo o que faço e, a certo nível, a pessoa que sou, muito antes de me juntar à Rip Curl. Criam produtos para facilitar este estilo de vida com estilo e funcionalidade, e preocupam-se com a sustentabilidade desses produtos e com a experiência dos clientes ao longo do percurso. A minha abordagem ao equipamento que escolho para fazer snowboard é: funcionalidade em primeiro lugar e “ter bom aspeto, sentir-me bem, andar bem” logo a seguir. A Rip Curl é uma empresa com verdadeiros snowboarders e surfistas por detrás, que vivem The Search que promovem. Para mim, isso é importante.

Podem fazer-nos uma breve atualização sobre o que têm feito ultimamente?
Chris Rasman - Estreámos o nosso novo filme The Realm há algumas semanas e foi incrível. Parece que as pessoas estão a gostar muito do filme, o que sabe sempre bem. Recentemente, estive duas semanas em Kauai, a fazer surf e foil tanto quanto pude. Tenho família na ilha e tento vir aqui todos os outonos, para uma pequena pausa antes da época. É uma excelente forma de obter alguma vitamina D e água salgada antes de passar cinco meses seguidos dentro de botas de snowboard e vestuário exterior.
Anna Martinez – Estou prestes a começar o meu terceiro inverno no Freeride World Tour. Qualifiquei-me para o circuito em 2023, depois de terminar como a melhor rider europeia no Freeride World Qualifier. Em 2024, completei a minha primeira temporada neste circuito internacional, terminando em terceiro lugar na classificação geral, com cinco pódios em cinco provas, incluindo uma vitória no Canadá. Fiquei muito orgulhosa da consistência que demonstrei durante o meu primeiro inverno. Mas não consegui encontrar o mesmo nível de consistência na temporada passada. Das seis competições, subi ao pódio duas vezes (2.º em Baqueira e 2.º em Val Thorens) e terminei a temporada de inverno de 2025 em quarto lugar na classificação geral. Não foram os resultados que esperava, mas continuo qualificada para a temporada de 2026, bem como para os primeiros Campeonatos do Mundo de Freeride, que terão lugar em Andorra no próximo mês de fevereiro.

Quais são os vossos planos para este inverno?
Chris Rasman - Vivo na zona de Whistler e não temos um inverno realmente forte desde, mais ou menos, 2017. Houve certamente momentos excelentes, mas quando digo isso refiro-me a consistência, níveis de congelação a baixa altitude e uma boa espessura de neve. Os últimos invernos trouxeram alguns desafios no que diz respeito às condições de neve para um rider de backcountry que faz filmes de snowboard. Gosto de me adaptar e de fazer as coisas resultar, viajando quando necessário… Mas, se tivermos um inverno forte de La Niña no Noroeste do Pacífico, planeio passar muito tempo em casa.
Anna Martinez - Obviamente, quero conquistar o título nestes primeiros Campeonatos do Mundo, mas também quero recuperar a consistência no FWT. Espero permanecer no Tour durante o máximo de tempo possível e, para isso, é preciso conseguir o famoso “corte” todas as temporadas para chegar às finais, que garantem um lugar no ano seguinte. Os meus objetivos mantêm-se os mesmos todas as temporadas, e ainda mais neste inverno, porque acrescentaram uma nova final, para além de Verbier, na Suíça: vamos para o Alasca — o sonho de qualquer rider! A mais longo prazo, gostaria de fazer parte de um momento histórico: competir nos primeiros Jogos Olímpicos de Freeride, em 2030. Paralelamente à minha carreira desportiva, aceitei outro desafio que me leva a conciliar a minha paixão com os estudos. Estou no último ano do mestrado em Treino Desportivo (STAPS), que estou a concluir à distância. Ser atleta de alto nível e estudante tem sido sempre um grande desafio para mim, porque espero juntar estas duas paixões nos meus planos profissionais depois da minha carreira. Gostaria de ficar responsável pela preparação física da futura equipa francesa de Freeride.

Quais são os vossos próximos projetos?
Chris Rasman - Estou a trabalhar num projeto este inverno com o filmer/editor Tom Doyal. Entre os riders, temos uma crew de jovens talentos: Sean Miskiman, Keegan Hosefros, Finn Finestone e vários riders convidados. Estamos a tentar organizar-nos de forma a poder juntar pessoas com quem queremos fazer snowboard e filmar ao longo da temporada. Gosto muito de andar com os talentos emergentes. Têm imenso talento e energia, e uma perspetiva diferente no backcountry, enquanto eu já estou a chegar aos 20 anos de experiência por lá. Torna-se uma relação bastante benéfica para todos, com uma mistura de diferentes competências e mentalidades, e a crew acaba por funcionar melhor como um todo.
Anna Martinez - Estou sediada em Chamonix-Mont-Blanc, onde passo o inverno a treinar com o meu treinador ao longo da temporada. Estou totalmente dedicada às competições. É importante para mim manter o foco nos meus objetivos do início ao fim da época competitiva; para já, não tenho planeados projetos de vídeo ou viagens. Além disso, os meus exames são na primavera, por isso é difícil planear um projeto depois da época de competição, porque é quando começo o meu período de estudo. Mas este é o meu último ano e mal posso esperar para concretizar futuros projetos de viagens e vídeos na próxima primavera.
